sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013


 
Soneto nº 2.000

                         Oculta chama

                                  (Camoneando)

                   Há nos meus versos um calor que brota

                   do fundo da minha alma, persistente,

                  que à simples vista quase não se nota,

                   mas que um leitor atento averba e sente.

 

                   É nos meus versos que ele se projecta

em lenta labareda, cuja chama

até de olhos fechados se detecta

e por diversos meios se derrama.

 

Sob os efeitos de um amor sem par,

percorre os meus poemas a ferver

em lume brando para não queimar.

 

Em termos de pungente alegoria,

é  chaga interior que sem se ver

na raiz está… da minha poesia!

 

         João de Castro Nunes

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